Sou pintora, escultora, escritora e compositora por sentir a necessidade de registrar o que me vai na mente.
Como escritora iniciei com a poesia aos 15 anos, logo depois vieram as composições musicais, embora a pintura já fizesse parte como hobby, só em 1973 me posicionei como artista plástica e a escultura veio bem depois na década de 90.
Iniciei os meus registros copiando o que no mundo me encantava, depois passei a registrar o meu patriotismo pintando em verde, amarelo, azul e branco usando o geometrismo como suporte, alguns anos mais tarde usei o geométrico colorido para representar por meio do losango, o gene da vida contornado por matizes como sua energia ou aura.
Dos cinquenta anos de arte, nos últimos vinte e cinco uso a forma alada para representar o voo do pensamento e para representá-lo dependendo de meu enfoque sobre qual tipo de pensamento é representado. Podendo ser minimalista, monocromático ou supercolorido.
Não sei dizer se minhas obras são importantes, mas passam mensagens significativas, afinal sou uma idealista.
Toda pintura é a representação do sentimento ou encantamento no qual o artista põe seu foco, portanto revela seu mundo e sempre haverá quem comungue com suas representações, sejam acadêmicas ou em outro estilo.
Minha pintura é baseada na física quântica, que nos ensina as infinitas possibilidades, isto casa com as infinitas possibilidades de se pensar, são os voos do pensamento representados pelas asas que pinto.
Há uma simbiose tão forte entre meu eu e o que faço, que não sei definir se eu conduzo a pintura ou ela me conduz.
Para entender o que faço, basta saber que o elemento alado significa o voo do pensamento. Como interpreto o que penso e invento sua representação, o outro tem a possibilidade de se sintonizar com meu pensar.
Os críticos alçam voo com minhas pinturas. Como elas envolvem tempo, espaço e vibração se tornam pictóricas e atemporais. Bem sei que no futuro serão tão claras como as figurativas.
Comungo com Georges Braque que disse: “O progresso na arte não consiste em entender seus limites, mas conhecê-los melhor.”
Todo trabalho artístico é impregnado da aura do artista, mas adquire sua própria aura ao longo do tempo.
O artista quer ser reconhecido e aceito em mercado nacional e internacional, quem não tem este desejo faz sua arte por hobby.
Tive oportunidade de morar em diversos estados do Brasil, tenho consciência que um pouco de cada um está expresso no meu eu. São Paulo como um centro pulsante culturalmente alicerçou muito minha carreira.
Sinto orgulho de ser paranaense, mas também me sinto filha de Jundiaí, lugar que fui recebida com braços abertos, onde estudei, casei e tive filhos, por este motivo ter fixado o “Marilzes Petroni - Atelier e Espaço de Arte” nesta cidade.